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Blog de montgomeryvasconcelos
 


Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o I soneto do Poema pra Ísis!

 

poema pra ísis

I

uma palavra proferida de tua boca,

parece cachos de rosas desabrochando,

invade à sensibilidade do homem, quando

passeias com um lento olhar meigo de loba.

pareceis que vades devorar, mas não devoras;

como aquela que amamentou rômulo e remo,

e ao te conhecer o homem diz: – não te temo!

por ser especial em meu coração moras.

por muitos outros mundos gritarem que és singela,

és tu tão meiga, afável, pura, linda ou bela!

e o teu anel de virgindade é o arco-íris;

que ser humano algum jamais ousará roubar,

mesmo quando sentir grande vontade de amar;

é que tu és o símbolo da deusa ísis.

joão pessoa, 15-4-1982

montgomery Vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 22h09
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o II soneto do Poema pra Ísis!

 

poema pra ísis

II

deixe eu olhar pro silêncio do teu rosto!

deixe eu molhar com o orvalho de tua boca,

meu pensamento em ti, que foi imposto

por tua grande e formosa beleza moça!

deixe eu mergulhar no profundo do teu ser,

sentir no véu translúcido de tua alma,

minha vontade incontrolável de viver

mergulhando na imensidão de tua calma!

habitar na transcendência do teu sonho;

é outro sonho que quero concretizar;

conjugando eternamente este verbo amar!

penetrar no teu âmago me proponho,

rebuscando novos amores num somar,

que totaliza a liberdade de voar!

joão pessoa, 15-4-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h46
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o III soneto do Poema pra Ísis!

 

poema pra ísis

III

você parece um poema, que emociona

logo de primeira ao ser lido no alvorecer

das verdes lindas manhãs, que me impressiona

com as páginas do teu rosto a me entorpecer.

ao ver-te um coração parado funciona

e grita aos quatro cantos do mundo o que fazer,

com tão radiante beleza, que aprisiona

seu dono amordaçado, carente de prazer.

fazes-me tão mais forte em tua companhia,

capaz de um batalhão vencer atrás de glória,

que não me atrevo deixar de te ver um só dia!

se eu fosse um bom pintor, aos poucos pintaria

esse seu meigo rosto na minha memória,

pra nunca esquecer essa estupenda harmonia!

joão pessoa, 15-4-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h37
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o IV soneto do Poema pra Ísis!

 

poema pra ísis

IV

não se diz com palavras um grande amor,

mas, concretamente com sentimentos.

é amando que se nega os momentos

duma falsa imaginação sem pudor.

combate terrível, tremendo furor,

que não há regras nem impedimento.

pra escapar deste horrível tormento

é preciso ser o mais hábil ator.

deixar a saudade bater às portas,

não tornar mais difícil a harmonia,

escrevendo certo por linhas tortas.

ressuscitar todo dia as leis mortas,

sem perder um momento a sintonia,

irrigando os amores destas hortas!

joão pessoa, 24-5-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h34
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o V soneto do Poema pra Ísis!

 

poema pra ísis

V

hoje ela passou tão depressa que queria

chegar ontem. tudo isto pra fugir de mim.

como é duro este desprezo feito agonia,

que me deixa como as flores mortas sem jardim.

como um foguete americano, parecia

tão veloz que se perdia em balas de festim.

dando em troca de nada a vida em harmonia,

que se perdia pelas manchetes do pasquim.

bom! este seu recurso pra recusar alguém.

mas, atualmente é impossível se mentir,

mesmo, tão prodigiosamente não convém.

a verdade que sentimos, isto não mantém,

por muito tempo, uma emoção, que só quer ferir

com tanta certeza, que não volta mais quem vem.

joão pessoa, 25-5-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h29
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o VI soneto do Poema pra Ísis!

 

VI

um rosto puro de criança que você tem,

ao escapar seu olhar em nossa direção.

na verdade igual a ele não há mais ninguém.

oh! bendita senhora dai-me teu coração.

esse explorado assunto que eu desenvolvo,

parece um disco com falhas, sempre a repetir,

deixando-me cheio de dedos como um polvo,

na música-vida que cansaram de ouvir.

pra que tanta evolução, se o fingimento

é quem nos comandará em todo momento.

assim, prefiro ser velho pra sempre te amar.

prefiro voltar nestes longos tempos idos,

a trilhar num futuro de desconhecidos,

que jamais saberei se poderei te encontrar.

joão pessoa, 27-5-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h26
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o VII soneto do Poema pra Ísis!

 

poema pra ísis

VII

ingênua! és irmã da inocência,

vês! que todo homem é por natureza mal;

antes fosse ele tão sem competência,

pois te preservaria toda com a moral.

esta humanidade é tão ignorante

que nem ao menos pensou te conservar.

abrindo tão depressa as portas ao retirante

dos campos de combate que te foram provar.

por ordens comandadas na luta sangrenta

da destruição estúpida, violenta,

daquelas tão trevosas em noites de quintais.

que não saia tão cedo de nossa cabeça,

todo homem poderoso, que ofereça

levar a nocaute à paz em distintos locais.

joão pessoa, 28-5-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h19
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita o VIII soneto do Poema pra Ísis!

 

poema pra ísis

VIII

a maior prova da saudade é a certeza

da necessidade dum novo reencontro.

como o destino é um belo desencontro,

nos impedirá de ter sempre essa firmeza.

por isso te evitar ao máximo possível

não é desprezar-te. é amar-te mais e mais

na tua ausência, prova maior sem fiscais,

pois te perder estando contigo é terrível.

é estranho esse amor sem aproximação.

e não se sabe se é ódio ou paixão,

pois, amo com a paixão do ódio ou odeio

com a paixão do amor. – isto é tão forte,

que coisa alguma é igual ao seu porte.

oh! deus, não me enlouqueça neste rodeio.

joão pessoa, 2-6-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h16
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita Poema pra Ísis em dez sonetos!

 

poema pra ísis

IX

toda natureza pára pra admirar

teu corpo, que passeia num cenário torto,

radiando amor e dando vida ao morto,

que queria ser o dono desse meigo olhar.

serei tua vítima a qualquer momento,

se quereis fazer-me mais um pequeno favor.

menina! consola-me da inefável dor,

porque já não suporto tamanho tormento!

veja! o sofrimento vai além do grito,

quando fazemos reviver um grande mito,

que nos vem tirar todos direitos de viver.

não sei se sempre fui bom com o bom vizinho,

nem se honrei pai e mãe com muito carinho,

só sei que tudo é pouco pra te merecer.

joão pessoa, 3-6-1982

montgomery vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h10
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Professor Concursado em 1º lugar desde 1991 à carreira do magistério superior pra UFMS, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, reedita Poema pra Ísis em dez sonetos!

 

poema pra ísis

X

dia três do mês de junho. noto mudança.

ela corta o cabelo quase curto

e estava bem mais rápida que um vulto.

isso me deixou estranho e sem esperança.

matutei... matutei... matutei e matutei,

e não consegui achar nada que provasse

que eu existisse pra alguém que me achasse

naqueles tormentos das aflições que rolei.

desespero oculto que tinha conformação:

dum choro sem lágrimas, dum grito abafado,

duma viagem com regresso ao seu lado.

mas aí houve momentos de pura emoção,

era como criança, que brincava nua,

pulando eufórica no meio da rua.

Moral do poema:

É mais fácil salvar a pátria do que o amor!”

joão pessoa, 3-6-1982

montgomery Vasconcelos



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 21h05
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