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Blog de montgomeryvasconcelos
 


Presidente da FUCIRLA-SP, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, denuncia o mal que os bons fazem às políticas públicas imprescindíveis do Brasil, na luta pela paz e rumo à quinta economia mundial.

O MAL QUE OS BONS FAZEM

O Papa Bento XVI, seguindo às determinações de seu antecessor João Paulo II, continua pedindo perdão por todo o mal que os homens bons da Igreja, e em nome de Deus, vêm fazendo à humanidade. Portanto, configurando-se assim numa blasfêmia porque em suas cruzadas do mal invocam o santo nome de Deus em vão. Todavia, ainda, antes tarde do que nunca, trata-se de virtude, gesto nobre e generoso do Chefe da Igreja pedir perdão à humanidade porque tal perdão foi feito mesmo pelo próprio Deus pra se pedir ao próximo como prova de amor e fraternidade na convivência com as diferenças entre os homens de boa vontade, muito embora nem sempre bondosos tampouco voluntariosos. Nem é à toa que Obama quer invadir o Irã igual Bush invadiu o Iraque!

O mesmo caso, guardadas as devidas proporções e com raríssimas exceções até, vem ocorrendo com as políticas públicas nas diversas regiões do Brasil, como por exemplo, as mais recentes enchentes, inundações e flagelos irresponsáveis contra os povos injustiçados do Nordeste. É a mesma ladainha da incompetência e desonestidade administrativa dos governos regionais do território brasileiro. Eis agora a bola da vez e os bodes expiatórios dos flagelados afogados do Nordeste, mais preciso, daqueles vitimados nos estados de Alagoas e Pernambuco.

Mas será o Benedito! Esse filme é reprise em quase todos os invernos ou décadas no Nordeste, quando não, são as secas ou as chamadas indústrias sem chaminé das estiagens esturricadas nessa Região sempre injustiçada ano após ano, década após década, século após século. Enfim, virou até o milênio terceiro!

Os afogados no flagelo das enchentes de Alagoas e Pernambuco são vítimas do mal que os bons fazem desde a colonização que se estendeu do fundador de Maurícia, Recife, a Veneza Brasileira, pelo holandês Maurício de Nassau [1604-1679] às administrações recentes, que vêm arrastando esse problema por pura negligência de inundações às inundações gerando flagelados vitimados pelo mal que esses bons fazem. E por que? Porque é o mesmo que ocorre com os deslizamentos de encostas nos morros e favelas do Estado do Rio de Janeiro, que há quase duas décadas, ainda no Governo Brizola, tomam os favelados de assalto, tendo só amenizados seus sofrimentos com as obras de inclinações iniciadas pelo governador Leonel.

É só vontade de se planejar as políticas públicas bem viáveis e de custos muito baixos, alfabetizando, ensinando ao povo brasileiro tão bom por meio de seus próprios saberes regionais que jamais se pode habitar, nem fundar cidades, províncias, vilas ou povoados sem saneamento básico nem água encanada e ainda por cima às margens de rios jurássicos. Mas há que se mudar seus velhos paradigmas como o surrado coronelismo “manda quem pode obedece quem tem juízo”, “têje preso” ou “você sabe com quem tá falando”, estudados até na tese do renomado antropólogo Roberto da Matta em seu livro Carnavais, malandros e heróis. Haja vista que o novo paradigma agora tá mais pra mulher no poder do Brasil, a saber: “manda quem sabe, obedece quem aprende”.

Todavia, ainda, uma simples visita do presidente Lula levanta o moral e o ânimo dos flagelados, a ponto até de conseguirem assistir aos jogos da seleção do Brasil na Copa Mundial. Daí que o Lula marca gol e com seu gesto piedoso, caridoso, nobre e generoso é hexacampeão do Brasil pro Nordeste e vice versa. Desde que ele, o presidente Lula, ao invés de ir à África do Sul apoiar o que já tá muito bem apoiado, delegado e atribuído ao Dunga, fique como no dia do Fico ficou Dom Pedro, aqui, plantado e assista aos flagelados do Nordeste; tome providências urgentes e imediatas duma vez por todas. Assim, prova e mantém seus imbatíveis 85% de aceitação no Ibope, ao resolver questiúnculas administrativas que se arrastam por mais de cinco séculos a fio.

Até porque a bruxa tá à solta entre os Juízes da Copa, principalmente nos que apitaram os jogos Alemanha x Inglaterra e Argentina x México. Que ninguém se admire nas oitavas de finais  Brasil x Chile do Juiz trapalhão inglês repetir a dose tão nefasta ao global certame desportivo. Há que se desconfiar de tanta trapalhada tão visíveis a olho nu, e tão distorcidas por meio de artifícios os mais avançados nas tecnologias midiáticas em os seus mais diversificados sistemas de comunicação e informação.

Afinal, o que tá havendo com essa classe de juízes? Será que aderiram de vez à Máfia, ao crime organizado, às misteriosas negociatas do mercado imobiliário paulistano, nas quais juízes promovem à solta Audiência kafkiana à revelia da Lei 8009/90 e dos patronos do réu kafkianos, realizada em data retro a 25-4-2005 pelo Juíz de Direito ALEXANDRE AUGUSTO P.M. MARCONDES da 12ª Vara Cível do Foro Central/SP, sem que o advogado titular Dr. JAMIL CORVELLO/OAB-SP 42.607 recebesse intimação nem a sua publicação [Cf. Vol. I fls. 69/71 Proc. nº 583.00.2004.128554-4] Destarte, esta Audiência kafkiana é a cena inaugural da nulidade processual devorada na sede condenatória da Juíza LAURA DE MATTOS ALMEIDA, também à revelia da Lei 8009/90.

Eita! A 12ª Vara Cível do Foro Central/SP também é uma indústria sem chaminé na produção selvagem e gratuita de réus kafkianos à solta e criados de forma unilateral, ferindo assim os plenos direitos de defesa do cidadão, levando à praça de leilão seu único bem de moradia sem jamais ter conciliado consigo nem lhe permitido audiência ao advogado patrono da causa, membro de sua própria Corte? Mas será o Benedito? E tudo isto ocorrendo em pleno estado democrático de direito. Ah! Então é verdade o que me disse à boca de Matilde o Engenheiro da vistoria, determinado pelos juízes da 12ª Vara Cível do Foro Central/SP pra avaliar o meu único bem de moradia pro supracitado Leilão já consumado no rito sumário? Veja-se pois seu discurso nessas possíveis palavras:

“O Senhor faça um empréstimo, financiamento no Banco e quite duma vez por toda essa sua dívida com o condomínio, pois essa turma [juízes, síndica, condomínio, imobiliária, advogados] quando assim pratica é porque escolheram o Sr. pra ser a bola da vez, e vão tomar seu apartamento. Mas por favor não conte a ninguém que eu lhe disse isso porque se eu for chamado pra testemunhar eu nego tudo. É que tô aqui vendo que o Sr. é um professor sacrificado, assalariado, inadimplente no condomínio, mas não gosto de ver tanta injustiça assim com uma pessoa que lhe foi negado tudo até uma simples audiência de conciliação.”

Assim o fiz, consegui o financiamento a duras penas, depositei o valor até a mais em juízo, mas de nada adiantou porque os juízes pregaram-me uma cama de gato, aceitando inicialmente e despachando junto com meus advogados, mas indeferindo meu embargo à arrematação em seguida, levando-me às dívidas outras ignoradas com o Banco financiador agora. Daí que um único problema passou a ser triádico, proliferando no seio dessa corrupção imobiliária na 12ª Vara Cível do Foro Central/SP e vice versa. E nem me peçam pra provar mais nada sobre esse caso porque contra tais fatos não há mais argumentos. A não ser esta última citação da Águia de Haia:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” [Rui Barbosa, 1849-1923]

Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos

[Presidente da Fucirla/SP, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP]



Escrito por montgomeryvasconcelos@bol.com. às 06h54
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